Pico das AGULHAS NEGRAS, Itatiaia

Subi o 5º pico mais alto do Brasil e foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive!! Trilha, pedras, escaladas, rapel e muita adrenalina. Acompanhe esse post para conhecer um pouquinho desse pico.

Sobre Agulhas Negras

O Agulhas Negras é considerado o 5º pico mais alto do Brasil, com 2791 metros de altitude. Fica localizado no Parque Nacional de Itatiaia, na divisa entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A região ao redor do parque concentra 7 dos 10 maiores picos do Brasil, sendo o maior, a Pedra da Mina com 2798 metros, e o segundo, o Agulhas Negras. Do pico do agulhas é possível ter uma visão incrível da Serra Fina, da Serra do Papagaio e de tudo ao redor, é lindo.

O Parque Nacional de Itatiaia

O parque concetra diversas trilhas, travessias e roteiros. Ele é separado em 2 partes, a parte baixa e a parte alta. A alta é ideal para quem deseja conhecer os principais pontos, como Couto, Prateleiras, Agulhas Negras, Toca do índio, Pedra assentada e outros. A entrada é feita pelo Posto do Marcão (mais pra frente eu falo como chegar). Lá tem estacionamento, abrigo, área de camping, com banheiro e mesas e estruturas para camping. Para quem deseja se hospedar no camping, é importante saber que na região há Lobos Guarás que podem pegar coisas e, principalmente, comida. Portanto, o ideal é sempre tirar tudo ba barraca enquanto está longe dela e deixá-la aberta. Além disso, a água do banheiro/chuveiro é muito gelada, não há água quente para banho.

O estacionamento fica uns 50 metros das barracas. Ficamos no camping por 2 noites e sempre deixávamos os pertences no carro. Vale lembrar que, são poucas vagas de área de camping e abrigo, por isso é importante fazer as reservas o quanto antes pelo site do parque (clique aqui). Estávamos planejando ir em um final de semana, porém estava tudo lotado um mês antes. Tivemos muita sorte no dia que chegamos, pois a vaga de carro mais perto do camping estava vazia, então paramos lá.

Valores: É cobrado a entrada para visitação ao parque, estacionamento e área de camping. Cada área de camping tem o limite de até 3 pessoas na barraca. Os valores se encontram aqui.

Camping: R$ 50 por noite

Estacionamente: R$ 20 a diária

Entrada: R$ 20 por pessoa para brasileiros (crianças e idosos são isentos)

Como chegar

Para chegar na parte alta de carro vindo da Rodovia Dutra, o melhor jeito é pegar a BR-354 sentido Itamonte até a Garganta do Registro na divisa entre estados. Daí é só seguir uma estrada de chão por 14km até o Posto do Marcão. Levamos mais ou menos 1 hora nessa estrada. Tem muitos buracos.

No posto do Marcão é preciso apresentar as entradas, reservas e se identificar. Lá não há bilheterias, por isso, já reserve antes pelo site. Demos carona para um gringo na estrada de terra que estava sem ingresso. E no posto o wifi é bem ruim, foi bem difícil ajudar ele comprando as entradas. Mas no final deu tudo certo.

Do posto até o estacionamento Rebouças são mais 3 km.

Ficamos 3 dias no parque, sendo 2 noites na barraca. A segunda noite fez muito mais frio que a primeira. Chegou a fazer temperatura negativa e gear. Por isso, vá bem preparada e com roupas adequadas. E não deixe de apreciar o céu estrelado e maravilhoso.

A trilha do Agulhas Negras

A trilha é de nível médio a avançado, mais ou menos 3 km que contam com rapel, escalaminhadas e muitas pedras. Portanto é necessário preparo físico. Além disso, é obrigatório a contratação de um guia com equipamentos necessários. Fomos com o @charles_llosa e o @igor_pozzuto e recomendamos demais. Super atenciosos, sempre nos passavam informações importantes e muito confiáveis.

O dia: Fizemos a trilha no nosso terceiro dia de parque. No dia anterior tínhamos feito a travessia Couto-Prateleiras (base). Acordamos umas 6h da manhã. Preparamos lanches e nos encontramos com o guias.

A primeira parte da trilha é super tranquila, bem plano e algumas pedras. A subida conta com muitas escalaminhadas em pedras e um primeiro rapel. Foi minha primeira vez fazendo rapel, recebi todas as orientações dos guias e foi super tranquilo. Antes disso, eu só tive experiências de escalas indoor.

Mais e mais escalaminhadas com vistas maravilhosas até chegar quase no topo, a última parte antes do cume. A partir daí, começamos a ficar mais expostos na altura. Bate um pouco de medo. Mais um rapel e chegamos ao cume!!! Que sensação maravilhosa. Eu estava muito feliz!! As 12h (meio dia) e eu estava em um dos picos mais altos do Brasil! A vista é maravilhosa, da pra ver tudo de lá de cima. Apesar do sol é bem friozinho, pois bate um vento gelado. Um corta vento é o ideal!

Apesar de tudo isso, a última e “pior” parte ainda estava por vir. No cume há um livro de assinaturas, mas para assinar ele, é preciso descer de rapel até uma pedra-base (foto abaixo), subir de rapel até o outro lado, assinar e voltar. Quando eu vi o percurso, começou a bater uma ansiedade e fiquei super nevosa e com medo. Eu sabia que precisava chegar lá e assinar. Nesse trecho é preciso esperar os grupos que estavam na frente. Durante a espera, apreciamos a vista, comemos e tiramos muitas fotos.

Chegando nossa vez, começei a ficar muito nervosa. É muito alto e da pra ver lá embaixo, como um precipício. A sensação é muito doida. A primeira descida tem um vão enorme até a pedra-base, e no meio do caminho achei até que eu não ia conseguir. Mas respirei fundo. Ouvi as orientações e fui. Sentei na pedra um pouco para subir a outra pedra. Essa eu achei um pouco mais difícil. Tentei alcançar a garra e não consegui. Achei que eu ia desistir. Estava com bastante medo. Precisei de um empurrãozinho para alcançar a garra e começar a subir. Fui. Eu fiquei muito tensa nessa parte. Quando cheguei no topo, parei e respirei fundo. Eu estava tremendo. É realmente uma loucura. Pra mim foi uma das coisas mais difíceis na vida (Quem sabe um dia eu pegue o jeito né?!). Pra primeira vez, eu fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Assinei o livro. Apreciei a paisagem. Que dia sensacional.

Pra voltar, foi um pouco menos tenso. Pra descer de rapel, eu fui mais tranquila.

Saindo do cume, pegamos um atalho de rapel pelas pedras e começamos a volta para o camping. A volta foi bem mais tranquila. Fizemos amizades com outros grupos que estavam por lá. Dividimos experiências. Eu acho isso muito legal. Umas 17h já estávamos no camping.

Algumas considerações importantes: Fiz a trilha com a minha mãe e ela tem medo de altura. Ela foi muito longe, é uma guerreira. Não chegou no cume, mas chegou na últma parte antes dele. Ela foi até o limite dela. E isso é muito importante: respeitar o medo. Não é uma trilha fácil. Nem todos chegam no cume e, principalmente, no livro. Mas todos conseguem sucesso chegando no seu limite. Não precisa se arriscar tanto. E siga as instruções do guia. E claro, não jogue lixo na natureza.

Espero muito que vocês tenham gostado desse post! Mande pros amigos que vocês levariam nessa trilha e sigam a gente no instagram @aventurasrezende

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